Primeiramente, peço prévias desculpas a você, leitor, por este medíocre texto. Medíocre sim, pois não sei me expressar bem com palavras. Aliás, não sei me expressar bem de forma alguma.
Escrevo esse texto antes de olhar qualquer tipo de indireta direcionada a mim nas redes sociais. Acabo de tomar um banho quente de 40 minutos que me fez refletir sobre toda a vida que tive até aqui.
E honestamente, não sei por onde começar. É duro desabafar.
Daí você, leitor, deve estar se perguntando “Por que não escreveu esse texto e guardou para si mesma? Desnecessário expor-se tanto assim, principalmente na internet”. Preciso desabafar e gostaria que algumas pessoas pudessem ler, de preferência algumas pessoas que serão mencionadas em tal texto.
Sendo um pouco direta, creio que meu problema seja em não conseguir me permitir ser feliz, pois é. “Mas como alguém não consegue ser feliz levando a vida que você tem? Não passa fome, não trabalha, apenas estuda, tem o que quer na hora que quer. Qualquer pessoa seria feliz desse jeito, certo?” Errado. Pelo menos comigo. Algumas vezes sinto que estou incompleta.
E antes que venham pensando “isso é carência”, digo-lhes que não. Pelo menos creio que não. O que me faz pensar que não seja somente carência, é o fato de eu ter pessoas extremamente queridas por perto. Enfim, esse não é o ponto em que quero chegar.
Escrevo este texto para tentar entender o porquê de não me permitir ser feliz até hoje.
Acredito que tenha sido resultado de um relacionamento anterior, que durou 1 ano e 8 meses que terminou de forma inesperada. Passar um período considerado “longo” de sua adolescência com uma pessoa, aprendendo a conviver com a mesma, até você estar certa de que quer viver o resto da sua vida com tal pessoa, e tomar um pé em um belo dia.
Mas também creio que não seja somente isso.
Voltemos para 2005, início de minha vida ginasial.
Imaginem uma menina de mais ou menos 10 anos, um pouco acima do peso, com dentes tortos e cabelos desgrenhados. Não muito bonita.
E agora imaginem como fiel companheira, inseparável amiga de infância, uma menina de mesma idade, porém alta, precocemente desenvolvida, com seus longos e belos cabelos castanhos, que chamasse a atenção de qualquer pessoa, seja velho ou criança.
Qual das duas meninas seria mais feliz após 6 anos?
Pois então, queridos, presumo que já saibam a resposta.
A criança feia era eu, obviamente. Talvez eu tenha crescido sentindo um pouco de inveja de Helena enquanto pequena. Quem sabe até eu sinta até hoje.
Imaginem só, assistir sua amiga ser desejada e disputada por vários garotos enquanto você mesma está secretamente desejando que algum príncipe encantado em miniatura venha até você.
Mas esse também não é o ponto.
O que eu quero dizer é que desde pequena eu me sinto inferior a qualquer outra pessoa. E que nunca me senti bonita, ou algo próximo disso. Podem achar que é drama meu, que estou desesperada por atenção ou por pena, mas não é isso. O problema é que eu sei disfarçar muito bem.
E acho que a base da mina infelicidade está aí. Em não me sentir bonita, e não conseguir ser feliz por não confiar em si mesma.
Tem sido bem difícil pra mim ultimamente. Estou em um relacionamento que irá completar 4 meses daqui a 6 dias, e houve um ocorrido há alguns meses atrás que alguns (que tenho certeza que irão ler este texto) saberão do que se trata.
De certa forma, me sinto culpada pelo o acontecido. Mas não por ter te chateado, querida Lana, e sim por não me sentir suficientemente boa pra você.
E quando eu disse hoje mais cedo que a minha sina era não ser feliz com ninguém, não me referia a você – o clichê mais usado, “o problema não é com você, é comigo”-. Como já expliquei acima, espero que tenha entendido o porquê de eu ter declarado tal coisa.
E para finalizar, gostaria de agradecer a Jean pelas palavras de suporte, e dizer que você é muito importante pra mim.
Deixo aqui minha medíocre tentativa de desabafo. Peço desculpas pelas ideias confusas e embaralhadas, mas é justamente assim que meus pensamentos se encontram nesse momento.
PS.: Desculpe-me por ter substituído seu lindo nome por um tão bobo, mas preferi preservar sua identidade, minha cara. Conversaremos pessoalmente em breve.







